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Glossário Financeiro

O que é Risco de Crédito?

Probabilidade de o emissor de um título ou o tomador de um empréstimo não cumprir suas obrigações de pagamento — o chamado calote.

Risco de crédito é o risco de que a contraparte de uma operação financeira não pague o que deve — seja o banco que emitiu seu CDB, a empresa que emitiu uma debênture, o governo que emitiu um título ou o devedor que tomou um empréstimo. É um dos principais riscos a gerenciar em carteiras de renda fixa.

Quanto maior o risco de crédito percebido, maior a taxa que o emissor precisa oferecer para atrair investidores. Por isso, CDBs de bancos menores pagam mais que os de Itaú e Bradesco — o mercado exige uma taxa maior para compensar o risco adicional. Debêntures de empresas menores pagam mais que as de empresas grandes e consolidadas.

Para avaliar o risco de crédito de emissores, existem agências de rating (Moody's, Standard & Poor's, Fitch, e no Brasil a Austin Rating). Elas atribuem notas (de AAA para o mais seguro a D para o calote) baseadas na análise financeira do emissor. Títulos com rating mais alto (investment grade) têm menor rendimento; com rating mais baixo (high yield ou junk), maior rendimento e maior risco.

Perguntas frequentes

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O Tesouro Direto tem risco de crédito?

Tecnicamente tem, mas é o menor possível: é o risco do governo federal do Brasil não pagar suas dívidas. Países com moeda soberana podem sempre emitir moeda para pagar dívidas em moeda local — o que torna o default em moeda nacional improvável (embora haja casos históricos). Para fins práticos, o Tesouro Direto é considerado o ativo livre de risco do mercado brasileiro.

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O FGC elimina o risco de crédito em CDBs?

Para valores até R$250.000 por CPF por instituição (e R$1 milhão no total de garantias a cada 4 anos), sim — o FGC cobre o principal e os juros em caso de quebra da instituição. Acima desse valor, o excedente fica exposto ao risco de crédito do banco emissor.

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Como reduzir o risco de crédito na renda fixa?

Diversificando emissores: não concentre mais de R$250.000 em CDBs de um mesmo banco. Prefira emissores com maior rating de crédito para os valores maiores. Para debêntures e CRIs, analise as garantias e o rating antes de investir. Títulos do governo federal têm menor risco que qualquer emissor privado.

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