Quem entende o jogo do dinheiro raramente perde por descuido.
Selic, FIIs e elétrico: o que muda no seu bolso agora
Segunda-feira chegou, e o mercado não esperou o cafezinho esquentar. Os juros altos continuam ditando o ritmo de quase tudo — de onde colocar a reserva até o custo do financiamento do carro. É uma dessas semanas em que vale parar dois minutos antes de sair correndo pra rotina e entender o que mudou.
Termômetro do mercado
Dólar
R$ 5,15
▲ 0.00%
Euro
R$ 5,9
▼ 0.03%
Bitcoin
R$ 330.925
▲ 0.10%
Ibovespa
168.333,61
▲ 0.03%
Selic em 14,25%: onde colocar o dinheiro agora no Tesouro Direto?
Com a Selic nesse patamar, a renda fixa virou a estrela da festa — mas a escolha do título certo faz toda diferença.

A Selic recuou para 14,25% ao ano, e a pergunta que todo investidor está fazendo é a mesma: qual título do Tesouro Direto faz mais sentido agora? Analistas apontam que o Tesouro Selic ainda é o porto seguro para quem não quer risco, especialmente com o cenário de incerteza ainda presente. Já o Tesouro IPCA+ ganha atratividade para quem quer proteger o poder de compra no longo prazo. Para a bolsa, o corte traz um alívio marginal, mas enquanto os juros reais seguirem altos, a renda fixa continua competindo de igual pra igual com as ações.
Na prática, quem tem dinheiro parado na poupança ainda está perdendo para a inflação. Um título atrelado ao CDI ou ao IPCA rende mais com o mesmo risco baixo — e a diferença no final do ano aparece no extrato.
FIIs: os fundos imobiliários que mais subiram em 2026
Subir 18% num ambiente de juro a 14,25% não é pouca coisa.

O OUJP11 lidera o IFIX no ano com alta de 18%, segundo levantamento da Quantum Finance. O número impressiona porque o setor de fundos imobiliários como um todo está sob pressão dos juros altos — que encarecem o crédito, pesam sobre os imóveis e tornam a renda fixa uma concorrente direta. O destaque do OUJP11 reflete um posicionamento específico do portfólio e não representa o comportamento geral da classe.
Para quem acompanha FIIs, o sinal é de seletividade: não é hora de comprar o índice no atacado. Fundos com carteiras bem posicionadas podem performar bem mesmo com o vento contrário dos juros — mas a pesquisa precisa ser feita antes, não depois.
Carro elétrico pode custar R$ 8 mil a menos por ano do que um flex

Um levantamento aponta que veículos elétricos podem gastar até cinco vezes menos do que carros flex ao longo do ano, resultando numa economia anual superior a R$ 8 mil. A diferença vem principalmente do custo energético: recarregar um elétrico em casa sai muito mais barato do que abastecer com gasolina ou etanol, mesmo com a conta de luz no patamar atual. O cálculo considera uso regular em percursos urbanos.
O desafio continua sendo o preço de entrada. Um elétrico ainda custa mais na compra do que um flex equivalente, então a conta do quanto você economiza por ano precisa ser comparada com o tempo que leva pra amortizar essa diferença inicial.
Coca-Cola x Receita dos EUA: batalha de US$ 20 bi chega ao tribunal
Vinte bilhões de dólares em disputa — e o resultado pode mudar como multinacionais pagam impostos no mundo inteiro.
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A Coca-Cola e o fisco americano estão frente a frente no tribunal para discutir a tributação sobre lucros gerados no exterior. A Receita Federal dos EUA alega que a empresa transferiu receitas para subsidiárias em países com carga tributária menor, reduzindo artificialmente o imposto pago nos Estados Unidos. A Coca-Cola contesta a interpretação. O valor em disputa chega a US$ 20 bilhões, tornando o caso um dos maiores litígios tributários corporativos da história recente.
Anthropic virou grande demais rápido demais — e isso preocupa os EUA

A Anthropic, empresa por trás do assistente de inteligência artificial Claude, cresceu num ritmo que chamou a atenção do governo americano. O crescimento acelerado de startups de IA tem gerado discussões regulatórias nos Estados Unidos sobre segurança, concentração de poder tecnológico e os limites do que essas ferramentas podem fazer sem supervisão. A Anthropic não é a única no radar — mas o tamanho que atingiu em pouco tempo a colocou num patamar diferente.
Regulação de IA ainda é um território indefinido, mas quando governos começam a olhar com mais atenção, as regras do jogo mudam — e isso afeta desde investidores do setor até usuários que dependem dessas ferramentas no dia a dia.
Para fechar com estilo
📚 Palavra do dia
Efeito Zeigarnik
Tendência da mente humana de lembrar melhor de tarefas incompletas do que das já finalizadas. O nome vem da psicóloga Bluma Zeigarnik, que observou o fenômeno em garçons que se lembravam de pedidos em aberto com muito mais precisão do que dos já entregues.
Sabe aquela sensação de não conseguir parar de pensar numa tarefa que você deixou pela metade? É o Zeigarnik te puxando. Uma forma de usar isso a favor é começar uma tarefa difícil mesmo que por cinco minutos — seu cérebro vai querer terminá-la. No lado financeiro, metas com progresso visível funcionam melhor exatamente por esse efeito: ver algo incompleto te motiva a fechar o ciclo.
💡 Curiosidade do dia
O Post-it foi inventado por acidente. Em 1968, o químico Spencer Silver tentava criar um adesivo super forte para a 3M e acabou desenvolvendo um que colava pouco e, mais importante, podia ser removido sem deixar rastro. Por anos ninguém soube o que fazer com aquilo — até que um colega teve a ideia de usá-lo como marcador de páginas. O produto que virou indispensável no escritório moderno nasceu de um erro que ficou guardado numa gaveta por quase uma década.
Com juros altos, cada decisão financeira custa mais caro — e quem entende isso sai na frente de quem age no piloto automático.
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