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notícias·por Equipe Endinheirados·21 de junho de 2026·4 min

Selic em 14,25%: onde colocar o dinheiro agora no Tesouro Direto?

Com o corte da Selic para 14,25% ao ano, analistas avaliam qual título do Tesouro Direto faz mais sentido agora — e o que muda para ações.

Produzido com auxílio de IA · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 21 de jun. de 2026, 14:30
Selic em 14,25%: onde colocar o dinheiro agora no Tesouro Direto?

A taxa Selic (a taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Banco Central) foi cortada para 14,25% ao ano, e a pergunta que não quer calar voltou a circular entre quem investe: Tesouro Selic, prefixado ou IPCA+? Cada um desses títulos do Tesouro Direto funciona de um jeito diferente, e a escolha certa depende muito do que você espera dos próximos meses.

O que é cada título, antes de qualquer coisa

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros em tempo real. Se a Selic sobe, ele rende mais. Se ela cai, ele rende menos. É o mais previsível dos três e o preferido de quem não quer sustos, porque o valor nunca oscila muito, nem para baixo. Pensa nele como a caderneta de poupança dos adultos que estudaram finanças.

O Tesouro Prefixado trava a taxa no momento da compra. Se você compra hoje a 13% ao ano, vai receber exatamente isso até o vencimento, não importa o que a Selic faça amanhã. Bom se você acha que os juros vão cair mais. Ruim se os juros subirem de novo, porque aí você ficou travado num número menor.

Já o Tesouro IPCA+ (também chamado de NTN-B) paga uma taxa fixa mais a variação do IPCA (o índice oficial de inflação no Brasil). Ou seja: ele garante que seu dinheiro vai crescer acima da inflação. É o preferido de quem pensa no longo prazo, como aposentadoria, e não quer ver o poder de compra do investimento encolher com o tempo.

O que os analistas estão dizendo agora

Com a Selic em 14,25%, segundo reportagem do Seu Dinheiro, analistas estão divididos, mas alguns padrões aparecem. Quem ainda não tem uma reserva de emergência consolidada deve continuar no Tesouro Selic, porque ele é líquido (você consegue resgatar com facilidade) e não oscila. Para quem já tem essa base, o Tesouro IPCA+ tem atraído atenção, especialmente os títulos com vencimentos mais longos, que ainda estão pagando taxas reais bastante atrativas acima da inflação.

O Tesouro Prefixado é o mais arriscado dos três nesse momento, não porque vai te fazer perder dinheiro se você ficar até o vencimento, mas porque o mercado ainda debate se o ciclo de cortes vai continuar ou se os juros voltam a subir. Apostar no prefixado é, basicamente, apostar que a Selic vai cair bem mais. Quem errar essa aposta pode ver o valor do título oscilar negativamente antes do prazo final.

Ações também entram na conversa

O corte da Selic costuma ser uma boa notícia para a bolsa de valores, porque juros menores tornam as ações mais atrativas em comparação com a renda fixa. Se você consegue 14,25% ao ano com segurança no Tesouro, precisa de um retorno bem maior na bolsa pra valer o risco. Quando a Selic cai, essa régua abaixa um pouco, e mais gente começa a olhar pra empresas listadas no Ibovespa (o principal índice da bolsa brasileira).

Mesmo assim, segundo analistas ouvidos pelo Seu Dinheiro, a renda fixa ainda está muito competitiva. A 14,25%, o Tesouro Selic ainda paga mais do que o CDI (o referencial das aplicações bancárias) da maioria dos CDBs comuns que os bancos oferecem no balcão. Ou seja: a migração em massa pra bolsa ainda não é o movimento mais racional agora.

A lógica por trás de cada escolha

Para organizar o raciocínio, aqui estão os perfis que combinam com cada título agora:

  • Tesouro Selic: quem ainda está montando a reserva de emergência, ou precisa de liquidez (poder sacar sem perder dinheiro) no curto prazo.
  • Tesouro IPCA+: quem pensa no longo prazo (mais de 5 anos), quer proteger o poder de compra e tolera alguma oscilação no meio do caminho.
  • Tesouro Prefixado: quem acredita que a Selic vai continuar caindo e toparia travar a taxa atual por alguns anos.
  • Ações: quem já tem a base de renda fixa montada e quer buscar retornos maiores, aceitando mais risco e volatilidade.

O que muda no seu bolso com esse corte

Na prática, o corte da Selic já afeta quem tem financiamentos, crédito pessoal ou dívida em cartão, porque, teoricamente, os juros cobrados pelos bancos deveriam cair junto. O problema é que isso não acontece de imediato, e os bancos costumam demorar mais pra repassar a queda do que pra repassar a alta. Vale ficar de olho nas condições de renegociação de dívidas nas próximas semanas.

Pra quem investe, o efeito é outro: o rendimento do Tesouro Selic vai diminuindo gradualmente conforme novos cortes ocorrem. Por isso, muitos especialistas recomendam aproveitar o patamar atual dos títulos IPCA+ enquanto as taxas ainda estão altas em termos históricos. Se o ciclo de queda da Selic continuar, esses títulos tendem a ficar menos atrativos com o tempo, já que o mercado vai ajustando os prêmios oferecidos.

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