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notícias·por Equipe Endinheirados·20 de junho de 2026·6 min

Carro elétrico gasta até 5x menos que flex: o que dizem os números

Diferença nos custos de abastecimento pode chegar a R$ 8 mil por ano. Entenda o que está por trás desse cálculo e o que ele não conta.

Produzido com auxílio de IA · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 20 de jun. de 2026, 22:30
Kia EV9 GT driving on an open road at sunset, showcasing modern electric vehicle design.
Foto: Foto: Hyundai Motor Group via Pexels · Unsplash

Trocar o carro flex pelo elétrico pode representar uma economia de até R$ 8 mil por ano só no abastecimento. É o que aponta levantamento divulgado pela InvestNews, que comparou o custo por quilômetro rodado entre veículos movidos a gasolina ou etanol e os modelos 100% elétricos disponíveis no Brasil. A diferença chegou a cinco vezes no custo de energia versus combustível.

Como esse cálculo funciona na prática

O comparativo leva em conta o preço médio da energia elétrica residencial e o consumo típico de um elétrico, confrontando com o gasto de um flex rodando na mesma distância. Um carro flex comum consome, em média, entre 10 e 12 quilômetros por litro de gasolina. Com a gasolina próxima dos R$ 6 no Brasil, o custo por quilômetro fica em torno de R$ 0,50. Um elétrico popular, por outro lado, consome algo em torno de 15 a 20 kWh por 100 km, o que representa um custo bem menor quando carregado em casa à tarifa residencial.

Essa diferença pode parecer pequena por quilômetro, mas se você rodar uns 1.500 km por mês (o que é bastante comum pra quem usa o carro no dia a dia urbano), o acúmulo anual chega rápido aos R$ 8 mil que o levantamento apontou.

Mas tem um porém grande aqui

O custo de abastecimento é só uma parte da conta. O preço de compra de um elétrico ainda é significativamente mais alto do que o de um flex equivalente no Brasil. A maioria dos modelos elétricos disponíveis por aqui começa acima dos R$ 200 mil, enquanto um bom flex popular custa entre R$ 80 mil e R$ 120 mil. Isso significa que a economia no combustível pode levar anos para compensar a diferença no preço inicial do veículo.

Além disso, a infraestrutura de recarga ainda é limitada fora dos grandes centros urbanos. Quem mora em apartamento sem vaga com tomada, ou mora em cidade menor sem pontos de recarga públicos, pode ter uma experiência bem diferente da prometida nos números.

O que está empurrando esse mercado

Não é por acaso que o tema ganhou tração agora. A Porsche, por exemplo, anunciou recentemente uma reestruturação de custos e está recorrendo à Audi para lidar com a pressão das montadoras chinesas no mercado global, segundo a InvestNews. Isso ilustra bem a mudança de forças no setor: a China virou referência em elétricos acessíveis, e as montadoras tradicionais estão correndo pra não ficar pra trás.

No Brasil, as marcas chinesas como BYD e GWM já dominam o ranking de elétricos mais vendidos. Elas conseguem oferecer preços mais competitivos do que os europeus e japoneses, o que começa a mudar a equação do custo de entrada que sempre assustou o consumidor brasileiro.

Alguns fatores que influenciam a decisão de migrar para um elétrico no Brasil:

  • Perfil de uso: elétricos se saem melhor em trajetos urbanos e previsíveis, onde a recarga em casa resolve
  • Tipo de moradia: quem tem garagem própria tem vantagem clara; apartamentos sem instalação de tomada dificultam o dia a dia
  • Distância anual rodada: quanto mais o carro roda, mais rápido a economia no combustível amortiza o investimento inicial
  • Acesso à rede de recarga: fora das capitais, a infraestrutura ainda é esparsa e pode gerar ansiedade em viagens longas
  • Incentivos fiscais: alguns estados oferecem isenção de IPVA para elétricos, o que melhora a conta no longo prazo

O que muda no orçamento de quem já tem condições de escolher

Pra quem está em processo de troca de carro e tem fôlego pra bancar o investimento inicial mais alto, os números falam por si. R$ 8 mil por ano em combustível que você deixa de gastar são R$ 667 por mês que ficam no bolso. Em cinco anos, já são R$ 40 mil de diferença, valor que começa a cobrir boa parte da disparidade de preço entre um elétrico acessível e um flex de padrão similar.

O que vale ficar de olho nos próximos meses é a chegada de modelos mais baratos ao mercado brasileiro. A pressão das marcas chinesas tem forçado as demais a rever preços, e há perspectiva de que a faixa dos R$ 120 mil a R$ 150 mil comece a ter opções elétricas competitivas. Quando isso acontecer, a conta do levantamento da InvestNews vai fazer ainda mais sentido pra um número maior de brasileiros.

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