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notícias·por Equipe Endinheirados·13 de junho de 2026·6 min

Petróleo Brent cai ao menor nível desde março de 2026

Cotação do barril recua e atinge patamar não visto desde março, afetando receitas de exportadoras e preço de combustíveis no Brasil.

Produzido com auxílio de IA · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 13 de jun. de 2026, 00:30
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Foto: Foto: Gaea CBD via Pexels · Unsplash

O petróleo Brent, referência global para o preço do óleo cru, caiu ao menor nível desde março, segundo o Investing.com. A queda reacende a atenção de investidores, exportadoras de energia e, no fundo, de qualquer brasileiro que abastece carro ou paga conta de gás.

O que é o Brent e por que ele importa pra você

O Brent é uma espécie de termômetro mundial do petróleo: é um tipo de óleo extraído do Mar do Norte, na Europa, mas que serve de referência de preço pra praticamente todo o comércio global de petróleo. Quando ele sobe, o custo de produzir gasolina, diesel e querosene de aviação sobe junto. Quando cai, a cadeia inteira sente — para o bem ou para o mal, dependendo de quem você é.

No Brasil, a Petrobras usa uma política de preços chamada PPI (Paridade de Preço de Importação), que acompanha de perto as cotações internacionais e o câmbio do dólar. Isso significa que uma queda sustentada no Brent pode, em tese, abrir caminho para redução nos preços de combustíveis nas refinarias. Mas o repasse não é imediato nem automático: envolve o câmbio, os impostos e as decisões internas da estatal.

Um passo atrás: de onde veio esse recuo

O petróleo já vinha pressionado por uma combinação de fatores nas últimas semanas. O principal deles foi o acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã, que levantou a perspectiva de mais oferta iraniana voltando ao mercado global. Mais oferta com demanda estável, em qualquer mercado, puxa os preços para baixo, como num leilão onde aparece mais vendedor do que comprador.

Além disso, a OPEP+ (o grupo de países produtores de petróleo, liderado por Arábia Saudita e Rússia) sinalizou aumento gradual de produção nos próximos meses. Some tudo isso e o resultado é uma pressão vendedora que levou o barril a romper pisos importantes.

O fato de o Brent ter voltado ao nível de março é relevante porque mostra que parte da alta acumulada ao longo de meses foi apagada em pouco tempo. Para ter uma referência: oscilações desse tipo costumam acontecer quando há uma mudança brusca na percepção de oferta e demanda global, e não apenas em dias de nervosismo passageiro.

Quem ganha e quem perde com o barril mais barato

A resposta depende de qual lado da mesa você está sentado:

  • Consumidores de combustível: potencialmente ganham, caso a queda persista e seja repassada nos postos. A queda no Brent reduz a pressão de custos nas refinarias.
  • Petrobras e empresas do setor de óleo e gás: perdem receita por barril exportado. Ações de empresas do setor tendem a sentir negativamente em quedas prolongadas.
  • Companhias aéreas: ganham, já que o querosene de aviação é derivado do petróleo e representa uma das maiores despesas operacionais do setor.
  • Brasil como exportador: o país é um exportador líquido de petróleo, então uma queda no preço reduz o valor das exportações e pode pressionar a balança comercial.

O que o câmbio tem a ver com isso

Petróleo é negociado em dólar no mercado internacional. Então, mesmo que o barril caia lá fora, se o real estiver desvalorizado frente ao dólar, o produto continua caro quando medido em reais. É um equilíbrio delicado: queda no Brent pode ser anulada por um dólar mais alto, o que explica por que o consumidor brasileiro nem sempre sente na bomba a mesma velocidade que o mercado sente nas telas.

Hoje, com o câmbio ainda volátil no Brasil, qualquer projeção de queda nos preços de combustíveis precisa levar essa variável em conta.

O que observar nos próximos dias

O movimento do Brent nas próximas semanas vai depender de dois fatores principais: se o acordo com o Irã avança e efetivamente coloca mais barris no mercado, e se a OPEP+ mantém ou revê sua decisão de aumentar produção. Se ambos confirmarem, a pressão de baixa pode continuar. Se houver algum ruído geopolítico ou corte surpresa, os preços podem se recuperar rapidamente. Para quem investe em ações da Petrobras ou em fundos de energia, vale manter o olho nessa dinâmica.

Fontes

Termômetro de imparcialidade

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