💰
Endinheirados
investimentos·por Equipe Endinheirados·11 de junho de 2026·6 min

Novo e Lilly disputam mercado de pílulas GLP-1 para idosos

Rivais históricas na corrida contra obesidade e diabetes, Novo Nordisk e Eli Lilly agora travam batalha pelo mercado de versões orais dos remédios GLP-1 e pela

Produzido com auxílio de IA · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 11 de jun. de 2026, 17:31
A white bottle of pink capsules spills onto a beige background, perfect for healthcare themes.
Foto: Foto: Supplements On Demand via Pexels · Unsplash

Novo Nordisk e Eli Lilly, as duas maiores forças por trás da revolução dos remédios GLP-1 injetáveis, agora miram o mesmo alvo: o mercado de versões em comprimido desses medicamentos e a cobertura pelo Medicare, o programa público de saúde americano voltado a idosos e pessoas com deficiência. A disputa, segundo a CNBC, representa a extensão natural de uma rivalidade que já movimenta centenas de bilhões de dólares no mercado farmacêutico global.

A corrida pelos comprimidos

Os medicamentos GLP-1 — como o semaglutide da Novo Nordisk e o tirzepatide da Lilly — ficaram famosos na versão injetável, vendidos sob nomes como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. As injeções semanais funcionam bem, mas apresentam uma barreira prática considerável para muitos pacientes: o desconforto e a rotina de aplicação.

A versão oral muda esse quadro.

Com um comprimido diário, a adesão ao tratamento tende a ser maior — especialmente entre idosos, que já lidam com múltiplos medicamentos injetáveis para condições como diabetes e hipertensão. Esse perfil de paciente é exatamente o público do Medicare, e é por isso que o programa se tornou o campo de batalha mais cobiçado pelas duas empresas.

O que é o Medicare e por que ele importa tanto

O Medicare cobre mais de 65 milhões de americanos, com orçamento anual na casa dos trilhões de dólares. Até recentemente, o programa não cobria medicamentos para obesidade — apenas para diabetes. A perspectiva de mudança nessa política abre uma janela de mercado que pode transformar as perspectivas financeiras tanto da Novo quanto da Lilly.

Para ter ideia da escala: estima-se que milhões de beneficiários do Medicare sejam elegíveis para tratamentos de obesidade ou controle glicêmico. Se os GLP-1 orais passarem a ser cobertos, a demanda pode saltar de forma expressiva — e quem estiver com o produto aprovado e negociado primeiro sai na frente.

Os movimentos de cada gigante

A Novo Nordisk já possui o Rybelsus, versão oral do semaglutide, aprovado para diabetes tipo 2. A empresa trabalha para ampliar indicações e negociar condições com pagadores públicos e privados. A Eli Lilly, por sua vez, avança no desenvolvimento de sua própria formulação oral do tirzepatide, buscando aprovação regulatória enquanto afina sua estratégia comercial para o segmento sênior.

Os dois lados têm vantagens distintas:

  • Novo Nordisk tem maior experiência com o GLP-1 oral, tendo lançado o Rybelsus antes da concorrente
  • Eli Lilly vem ganhando terreno com o tirzepatide, que em estudos mostrou resultados superiores em perda de peso
  • Ambas travam negociações com o governo americano sobre preço e critérios de cobertura
  • O timing de aprovação dos novos produtos orais pode ser decisivo para quem captura os contratos com o Medicare primeiro

Duas empresas, um mercado, bilhões em jogo

A rivalidade entre Novo e Lilly não é nova. As duas disputam prateleiras de farmácia, médicos prescritores e corações de investidores há décadas. Mas a combinação de formulação oral com cobertura pública para idosos representa um salto qualitativo: não se trata mais apenas de quem vende mais, mas de quem consegue entrar no sistema de saúde pública do maior mercado farmacêutico do mundo.

Para o investidor brasileiro que acompanha o setor de saúde global, o desdobramento dessas negociações com o Medicare tende a se refletir diretamente nas cotações das ações e nos BDRs das duas companhias negociados na B3. A aprovação de cobertura ampliada pode ser um catalisador de valorização — mas atrasos regulatórios ou disputas de precificação com o governo americano representam o risco do outro lado da moeda.

O que observar nos próximos meses é justamente o avanço das discussões regulatórias nos EUA e os resultados clínicos das versões orais ainda em fase de aprovação. Qualquer movimento nesse front tende a mexer com os papéis das duas farmacêuticas nos mercados internacionais.

Leia também

CDB, LCI ou Tesouro Direto: qual rende mais pra você?

Opep revisa demanda de petróleo e mantém projeção de crescimento global

BofA rebaixa ações brasileiras com juros altos e volatilidade

Fontes

Termômetro de imparcialidade

Compromisso editorial: notícia sem viés. Como você avalia a cobertura desta matéria?

FERRAMENTA GRATUITA

📈 Calculadora de Investimentos

Simule agora com os dados do seu bolso. Resultado imediato.

Usar calculadora →

🧰 Mais ferramentas financeiras

Calculadoras gratuitas de investimentos, dívidas e muito mais.

Ver todas

📚 Continue lendo

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Sem cadastro. Comentários são moderados; respeite os outros leitores.