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notícias·por Equipe Endinheirados·19 de junho de 2026·6 min

BC amplia acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil

Banco Central anuncia novas regras que permitem contas em dólar e outras moedas no país, como parte do Marco Legal de Câmbio.

Produzido com auxílio de IA · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 19 de jun. de 2026, 02:30
BC amplia acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil
Foto: Foto: G1 Economia · Unsplash

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira novas regras que ampliam o acesso a contas em moeda estrangeira no Brasil. Na prática, pessoas físicas e jurídicas poderão ter contas em dólar, euro e outras moedas diretamente em bancos brasileiros, sem precisar recorrer a instituições no exterior. A medida faz parte da regulamentação do Marco Legal de Câmbio, lei aprovada há alguns anos que moderniza as regras do mercado de câmbio no país.

O que mudou, afinal?

Antes dessas novas regras, ter uma conta em moeda estrangeira no Brasil era algo reservado a casos muito específicos, quase sempre ligados a grandes empresas com operações internacionais. A maioria das pessoas que queria guardar dólares ou euros precisava abrir conta em bancos fora do país, o que envolvia burocracia, custos e, muitas vezes, um valor mínimo de investimento inacessível pra maioria.

Com as novas regras do Banco Central, bancos brasileiros autorizados poderão oferecer esse tipo de conta para um público mais amplo. O processo de abertura deve ser similar ao de uma conta comum, mas com saldo mantido na moeda escolhida.

Como chegamos até aqui

O Marco Legal de Câmbio foi criado justamente pra desburocratizar o mercado de câmbio brasileiro, que historicamente teve uma das regulamentações mais rígidas do mundo. O Brasil sempre tratou o controle de moeda estrangeira com muita cautela, herança de décadas de instabilidade econômica e crises cambiais que marcaram a memória do país. Mas o mercado financeiro global mudou, e manter regras antigas num cenário em que qualquer pessoa manda dinheiro pro exterior pelo celular começou a não fazer mais sentido.

A regulamentação liberada agora pelo Banco Central é uma das últimas peças desse quebra-cabeça legislativo. Ela define quem pode oferecer essas contas, em quais condições e com quais garantias pro consumidor.

Quem pode usar e o que muda no dia a dia

De acordo com o G1 Economia, as novas regras abrem espaço pra que mais brasileiros operem em moeda estrangeira sem sair do sistema financeiro nacional. Isso pode ser útil em várias situações:

  • Freelancers e profissionais que recebem pagamentos do exterior em dólar ou euro, evitando conversões imediatas que podem ser desvantajosas dependendo do câmbio do dia
  • Empresas que importam insumos e precisam manter reservas em moeda estrangeira pra pagar fornecedores
  • Investidores que querem diversificar parte do patrimônio em outra moeda sem abrir conta lá fora
  • Pessoas que viajam com frequência e querem evitar as taxas de câmbio cobradas em cartões e casas de câmbio a cada viagem

Num país onde o dólar sobe e desce com uma frequência que já virou quase rotina, ter a opção de guardar moeda estrangeira num banco brasileiro pode ser uma ferramenta útil de proteção.

O que ainda não está claro

O anúncio do Banco Central não especificou quais bancos já estão autorizados a oferecer o serviço nem qual será o custo pra o cliente final. Tarifas, spread cambial (a diferença entre o preço de compra e de venda da moeda, que é onde o banco ganha) e eventuais limites de saldo ainda dependem de cada instituição financeira.

Ou seja, na prática, o Banco Central abriu a porta. Mas cada banco vai decidir como, quando e a que preço vai passar por ela.

O que o seu bolso sente nisso

Pra quem nunca precisou de uma conta em moeda estrangeira, a novidade pode parecer distante. Mas pense assim: toda vez que você compra algo num site gringo, paga uma passagem internacional ou recebe um Pix de fora, há algum tipo de conversão de moeda acontecendo, e alguém está cobrando por isso. Ter uma conta em dólar, por exemplo, permite segurar o câmbio num momento favorável e usar o saldo depois, sem pagar spread toda vez.

Nos próximos meses, o que vale observar é se os bancos de varejo, como os digitais que já operam com câmbio, vão lançar produtos nessa linha com tarifas acessíveis. Esse pode ser um dos movimentos mais concretos de abertura financeira pra pessoa comum em muitos anos.

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