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investimentos·por Equipe Endinheirados·12 de junho de 2026·6 min

Acordo EUA-Irã derruba petróleo e anima mercados globais

Minuta de paz prevê reabertura do Estreito de Ormuz e levantamento de sanções ao petróleo. Brent recua a US$ 87.

Produzido com auxílio de IA · fontes verificadaspolítica editorial| Publicado em 12 de jun. de 2026, 11:30
Close-up of a painted barrel with an inspirational sticky note reading 'You Are So Special.'
Foto: Foto: aboodi vesakaran via Pexels · Unsplash

Uma minuta de acordo entre os Estados Unidos e o Irã, com possível assinatura prevista para domingo em Genebra segundo fonte ouvida pela InfoMoney, fez o preço do petróleo brent recuar a US$ 87 o barril e animou os índices futuros das bolsas americanas nesta sexta-feira. O documento inclui a reabertura do Estreito de Ormuz em até 30 dias e o levantamento das sanções ao petróleo iraniano, dois pontos que mexem diretamente com o equilíbrio do mercado global de energia.

O que estava em jogo antes do acordo

Nas semanas anteriores, as tensões entre Washington e Teerã tinham colocado em xeque o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, um dos corredores marítimos mais movimentados do planeta. Cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo passa por ali. Quando esse caminho fica ameaçado, o preço do barril sobe porque compradores temem desabastecimento, e toda a cadeia de combustíveis sente o impacto, de aviação a gasolina de carro.

Trump afirmou na quinta-feira que estava cancelando novos ataques militares contra o Irã porque o acordo já estava praticamente fechado, segundo informações da InfoMoney. A declaração, por si só, foi suficiente para virar o humor dos mercados.

O que a minuta prevê, ponto a ponto

  • Reabertura do Estreito de Ormuz no prazo de 30 dias após a assinatura do memorando de paz
  • Levantamento das sanções americanas sobre o petróleo iraniano, o que aumenta a oferta global
  • Negociações adicionais a serem conduzidas em Genebra, na Suíça

Vale lembrar que se trata de uma minuta, não de um acordo assinado. Até o fechamento desta matéria, o texto ainda não tinha sido oficialmente firmado pelos dois lados, e o cenário pode mudar.

Por que o petróleo cai quando a tensão diminui

O petróleo brent (referência internacional para o preço do barril, negociado em Londres) opera muito com base em expectativas. Quando o mercado teme uma guerra ou bloqueio que reduza a oferta, o preço sobe. Quando a ameaça recua, o preço cai porque a previsão de escassez some do radar. É exatamente isso que aconteceu agora: a perspectiva de mais petróleo iraniano circulando livremente puxou o brent de volta a US$ 87, queda que já vinha acontecendo nos dias anteriores conforme os sinais de negociação foram aparecendo.

O Irã é um dos maiores produtores do mundo. Com as sanções americanas em vigor, o país vendia muito abaixo do potencial. Se elas forem levantadas de fato, o volume que entra no mercado aumenta, e preços tendem a continuar pressionados para baixo.

O que muda no seu bolso

Petróleo mais barato tem efeito em cadeia que chega ao dia a dia do brasileiro. A Petrobras (empresa estatal de petróleo brasileira, com ações na bolsa) usa como referência o preço internacional do barril para decidir os preços da gasolina e do diesel nas refinarias. Quando o brent cai de forma sustentada, abre espaço para redução nos combustíveis, o que alivia o custo do frete de caminhões, do táxi, do ônibus e diretamente no posto.

Além disso, combustível mais barato reduz a pressão sobre a inflação. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial do Brasil) tem os combustíveis como um dos itens de maior peso. Menos pressão ali significa menos motivo para o Banco Central manter os juros elevados por mais tempo, o que no fim impacta o crédito, o financiamento imobiliário e até o rendimento de quem tem dinheiro em renda fixa.

No Ibovespa (o principal índice da bolsa brasileira), os índices futuros já abriam em alta nesta sexta com a notícia, segundo a InfoMoney. Ações de empresas aéreas e de logística costumam reagir bem a quedas no preço do combustível.

O ponto de atenção agora é saber se o memorando vai ser assinado de fato no domingo e, principalmente, se os dois países vão cumprir o que foi combinado. Acordos diplomáticos desse porte costumam ter fases de implementação longas e cheias de ruídos. Por enquanto, o mercado está reagindo à esperança. A confirmação vem depois.

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