XP elege bolsas fora dos EUA como melhores apostas para o 2º semestre
Corretora aponta três fatores macro críticos e indica mercados internacionais fora dos Estados Unidos para melhores retornos no segundo semestre.

XP vê 'cabo de guerra' nos mercados e desvia foco dos EUA
A XP Investimentos divulgou sua análise de perspectivas para o segundo semestre de 2025 e chegou a uma conclusão que pode surpreender parte dos investidores: as melhores oportunidades em renda variável global não estão nos Estados Unidos. Segundo a corretora, o cenário está marcado por um 'cabo de guerra' entre forças macroeconômicas que tornam a disputa pelos retornos mais acirrada do que o habitual.
De acordo com a XP, três fatores macro são considerados críticos para o período. A instituição não detalhou publicamente todos eles, mas aponta que o ambiente americano — pressionado por incertezas fiscais, tensões comerciais e expectativas sobre os juros do Federal Reserve — torna outros mercados relativamente mais atrativos para alocação de recursos.
Quais regiões chamam a atenção da XP
A corretora indica posições em bolsas de regiões que, segundo sua análise, podem sair ilesas das turbulências que afetam os mercados americanos e oferecer maior potencial de retorno ao investidor. A estratégia reflete um movimento mais amplo observado por gestoras globais, que vêm reduzindo exposição aos ativos dos EUA diante da volatilidade gerada pelas políticas tarifárias do governo americano.
Para o investidor brasileiro, a recomendação da XP reforça a importância da diversificação internacional da carteira. Fundos de ações globais, ETFs de mercados emergentes e desenvolvidos fora dos EUA são algumas das ferramentas disponíveis nas plataformas de investimento para quem deseja seguir essa linha.
O que o investidor comum deve considerar
Vale lembrar que recomendações de grandes instituições financeiras refletem o cenário no momento de sua divulgação e não constituem garantia de resultado. Qualquer movimentação em carteira deve levar em conta o perfil de risco de cada investidor, o horizonte de tempo e os custos envolvidos, como câmbio, taxas de administração e tributação sobre ganhos no exterior.
Segundo a InfoMoney, a XP define as posições regionais avaliando tanto o potencial de retorno quanto a capacidade de cada mercado de resistir a choques externos — critério que, neste segundo semestre, favorece mercados fora do eixo norte-americano.
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