Dólar a R$ 5,16: como a alta da semana chega ao preço da sua passagem aérea
O dólar subiu de R$ 5,04 na segunda para R$ 5,16 na quinta — uma variação de R$ 0,12 em cinco pregões. Veja como isso afeta quem quer viajar.

O dólar abriu a semana cotado a R$ 5,0430 na segunda-feira, dia 15 de junho. Na quinta-feira, dia 19, chegou a R$ 5,1442. Em cinco pregões, quem planejava comprar passagem internacional viu o custo em reais subir sem o preço do bilhete mudar sequer um centavo em dólar.
Quanto a variação representa na prática
A diferença entre a cotação de segunda (R$ 5,0430) e a de quinta (R$ 5,1442) é de R$ 0,1012 por dólar. Parece pouco isolada, mas se aplica sobre cada dólar da transação.
Imagine uma passagem de ida e volta para os Estados Unidos cotada em US$ 800. Na segunda-feira, o custo em reais seria de R$ 4.034,40, usando a cotação de R$ 5,0430. Na quinta-feira, com R$ 5,1442, o mesmo bilhete custaria R$ 4.115,36.
A diferença é de R$ 80,96 — sem que o preço em dólar tivesse mudado. Esse é o efeito direto da variação cambial sobre a passagem aérea internacional.
O pico veio na quarta-feira
O dia 18 de junho registrou a cotação mais alta da semana: R$ 5,1613. Quem fez a cotação nesse dia pagaria ainda mais caro pelo mesmo bilhete. Na quinta-feira o dólar recuou levemente para R$ 5,1442, mas ainda ficou acima de todos os outros dias da semana.
Companhias aéreas internacionais precificam suas tarifas em dólar ou em outras moedas estrangeiras. Quando o real perde valor frente ao dólar, o passageiro brasileiro paga mais reais pelo mesmo serviço. Não há desconto automático quando o câmbio melhora.
O euro também pesa para quem mira a Europa
Para quem planeja viajar para a Europa, o euro fechou em R$ 5,8978 no dia 19 de junho. Rotas para destinos europeus têm tarifas frequentemente cotadas em euros, o que amplia o impacto cambial em relação ao dólar.
O cenário externo complica o alívio
O Federal Reserve americano manteve os juros no intervalo entre 3,5% e 3,75%, segundo informações desta semana. Juros americanos mais altos tendem a atrair capital para os Estados Unidos, o que pressiona moedas de países emergentes como o Brasil.
Ao mesmo tempo, o juro real brasileiro atingiu o maior nível desde 2008, segundo manchete desta semana sobre o Tesouro IPCA+. Isso cria uma dinâmica incomum: juros altos aqui e lá fora ao mesmo tempo, sem que o real se beneficie de forma clara.
O que observar antes de comprar
A cotação do dólar variou entre R$ 5,0430 e R$ 5,1613 ao longo desta semana. Essa faixa de R$ 0,1183 já é suficiente para mudar o custo final de uma viagem, dependendo do momento em que a compra é feita.
Acompanhar os pregões diários antes de fechar uma passagem ou pagar hospedagem no exterior não elimina o risco cambial, mas permite ao viajante escolher um momento mais favorável dentro de uma mesma semana. Os dados desta semana mostram que essa diferença existiu e foi mensurável.
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